Алберто

Alberto Alberto tinha seis anos. Era filho de um jardineiro. Via seu pai e seus irmãos, que eram activos e laboriosos, plantar árvores e fazer sementeiras, que nasciam, cresciam e davam fruto. Tinha visto um único feijão produzir cem feijões e muitas vezes mais, e de uma talhada de batata nascerem quarenta batatas magníficas; sabia que a terra pagava com juros exorbitantes o que lhe emprestavam. Um dia achou uma libra no quarto do pai, e foi enterrá-la imediatamente no seu jardinzinho. «Há-de nascer uma árvore, dizia ele consigo, que dará libras como uma cerejeira dá cerejas, e irei entregá-las … Нататък Алберто

Урната със сълзи

A urna das lágrimas Era uma vez uma viúva, que tinha uma filhinha muito linda, a quem adorava sobre todas as coisas. Não se separava dela um só momento; mas um dia a pobre pequerrucha começou a sofrer, adoeceu e morreu. A desditosa mãe, que tinha passado as noites e os dias, sem repousar um momento, à cabeceira da filha, julgou endoidecer de mágoa e de saudades. Não comia, não fazia senão chorar e lamentar-se. Uma noite em que estava acabrunhada, chorando no mesmo sítio em que a filha tinha morrido, abriu-se de repente a porta do quarto e viu-a … Нататък Урната със сълзи

Не искам

Não Quero Um dia, passando na estrada, ouvi dois rapazitos que falavam muito alto: «Não, dizia um com voz enérgica, não quero.» Parei e perguntei-lhe:—O que é que tu não queres, meu rapaz?—«Não quero dizer à mamã que venho da escola, porque é mentira. Sei que me há-de ralhar, mas antes quero que me ralhe do que mentir.»—E tens razão, disse-lhe eu. És um rapaz como se quer.» Apertei-lhe a mão, enquanto que o outro pequeno, que lhe aconselhava que se desculpasse mentindo, ia-se embora todo envergonhado. Daí a alguns meses, passando pela mesma aldeia e tendo de falar com … Нататък Не искам

Um nome inscrito no céu | Име, записано в Небето

Um nome inscrito no céu Era uma vez um pobre mendigo, que bateu à porta duma humilde cabana a pedir esmola, para poder continuar a sua viagem. Mas não vendo, nem ouvindo ninguém, abriu a porta de mansinho e entrou no casebre; viu então uma pobre velhinha muito doente, que lhe disse: — «Ai! não te posso dar nada, porque nada tenho.» E foi-se embora o mendigo, voltando dali a instantes, a bater à mesma porta. — Pelo amor de Deus! gritou a velhinha, já te disse que não tenho nada que te dar.» — Foi por isso que eu … Нататък Um nome inscrito no céu | Име, записано в Небето

Детето, ангелът и цветето

От тук Когато почине дете, от небето слиза ангел, взима го в прегръдките си, и като разтваря чистите си крила, прелита над всички места, които детето е обичало през кратичкото си съществуване; от време на време ангелът се снижава за да събере цветя, които да занесе на Бог, понеже те разцъфват на Небето още по-красиви, отколкото са били на земята. Бог приема всички цветя, избира едно от тях, докосва го с устни и избраното цвете веднага придобива глас и започва да пее с хоровете на блажените. Сега чуй какво е казал ангелът на едно починало дете, което го чувало като … Нататък Детето, ангелът и цветето

A Alma

«Mamã, nem todas as creanças que morrem vão para o Paraizo. O outro dia vi levar para o cemiterio um menino que tinha morrido; o seu papá e as suas duas irmãsinhas acompanhavam o caixão, e choravam tanto que me fazia pena. Iam a chorar porque aquelle menino tinha sido mau, não é verdade?» «Não; naturalmente foi sempre bom, e a sua alma, emquanto choravam seus paes e suas irmãs, já estava vivendo feliz no Paraizo.» «A alma? mamã; não sei o que é; não comprehendo bem.» «Maria, acabas de me dizer que tiveste pena de ver chorar as duas … Нататък A Alma